Semanas estressantes, faculdade que mata. Atolada de tarefas, trabalhos, matérias. Enfim chega o final de semana. Esperançosa a espera do próximo que está longe. A semana passa rápido, mal pára de contar os dias, as noites, as horas. E então sabe que antes mesmo do final de semana poderá ir embora, ir para o seu sussego. E nessa manhã estranha, tempo fechado, nuvens esquisitas; com preguiça de acordar levanta logo, arruma o que restou e vai para a rodoviária! Lá se despede do namorado, um dos maiores motivos de sua felicidade naquele lugar e em sua vida. Sobe no ônibus, dá aquele tchauzinho sentindo que metade sua quer ficar e a outra metade não vê a hora de chegar.
As horas não passam, a viagem não é lá aquelas coisas. Escutando músicas do seu gosto aleatório e a cada batida uma lembrança, um sentimento. E vai passando as horas e aquela viagem interminável começa a inquietá-la; até que então avista longe aquele rio que, ao ter visto todos os dias não dava tanta importância, mas que agora ao vê-lo lhe dá um friozinho na barriga e aquela sensação de estar próxima da onde quer chegar.
Logo avista as mesmas pessoas, as mesmas paisagens, as mesmas estruturas, o mesmo ambiente. Alegria!
Desce finalmente daquele tormento e avista seus pais lhe esperando ansiosos... e ela mais ainda!
Abraços, emoção. Tudo isso faz parte deles mensalmente.
Chega em casa, agarra as cadelinhas fofas, entra em casa e vê as mesmas coisas organizadas, do mesmo jeitinho. Entra no quarto. Recordações. Saudades. Aconchego. Tudo do mesmo modo em que estava. Uma paz! Afinal, é o seu cantinho, o seu lugar. E assim é todas as vezes em que chega em casa e se desliga um pouco da rotina. Espera encontrar os amigos, a família, e ficar tranquila nos dias contados em que está no seu lugar, na sua cidade. E garanto; não há palavras que explique essa sensação de 'de volta pra casa!'.
Nenhum comentário:
Postar um comentário