Sem querer, sem provocar.
Saio pelas ruas apenas para me divertir, pra relaxar, pra curtir.
De repente te vejo. Longe.
A primeira impressão é de que você é irreal e intocável! Não! Eu não posso me aproximar.
E aí? Será que vou? Vou sim.
Vista embaçada, te perdendo de foco.
Depois de exercitar muito a visão...te firmo, te olho, te encaro como nunca encarei mais ninguém.
Chego perto, você treme. E aí eu deixo rolar solto tudo que quero falar. Sem travas, sem medo e se precisar, com a dose certa de exageros!
Passamos a noite ali, naquele cantinho num barzinho qualquer daquela cidade.
Mato as saudades, vivo o que eu sonho viver.
Mas aí é só. A minha imaginação se limita, não tem mais expansão alguma.
Chego a conclusão que isso não passa de um sonho permanente.
É algo que eu sempre vou querer e sempre vou viver aqui, dentro de mim.